sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

The Vet's Daughter


Hoje consegui finalizar a leitura do livro The Vet's Daughter.
Para quem não sabe comentei sobre ele no post “Descobrindo um novo eu" enquanto ainda o lia.
O desafio que eu propus a mim mesma, foi escolher um livro muito antigo para ler.
O propósito era comparar a escrita e história daquela época com os livros atuais.
Diante de vários livros em um “ Second Hand" em Porto Belo, estava na dúvida qual escolher.
Ao ver The Vet's Daughter li primeiramente sobre a autora, como fiz com os demais livros; queria saber mais sobre os escritores.


Simpatizei com a autora, a inglesa Barbara Comyns, que o escreveu em 1959.
Algumas passagens interessantes da sua  atraiu a minha curiosidade.
Teve um tempo que ela passou dificuldades quando a guerra começou,  obrigando- a mudar de país com seus dois filhos; uma simpática família ofereceu moradia em troca de alguns serviços domésticos, como cozinhar.
Nesse período Bárbara se viu sozinha e frustrada; com uma máquina de escrever emprestada começou a escrever novamente suas histórias.
A autora passou por tantas situações difíceis que percebo que o único meio que ela se sentia livre era escrevendo.
The Vet's Daughter parece um conto de fadas, por ter fantasia e mistério envolvidos. Para quem não gosta, não recomendo.
Apesar da autora não mencionar bruxaria, senti isso na protagonista Alice, que tinha o dom de levitar.
Mesmo alguém lendo esse livro sem saber quando ocorreu, é fácil identificar que foi uma data passada, pela descrição do figurino e comportamento dos personagens; além de se comunicarem por cartas que levava dias para chegar.
Vale a pena ler para observar os costumes daquela época.
Como eu disse, para quem não gosta desse estilo de contos de fadas diferentes, provavelmente achará o final bobo.
Interessante acompanhar o desenvolvimento dessa adolescente Alice que tem a vida conturbada após o falecimento da mãe; seu pai a desprezava muito.
Alice passou por maus bocados e descobriu esse seu poder de levitação.
Para o seu azar o seu pai, um veterinário rígido e bruto, presenciou ela flutuando no momento que os dois brigavam e discutiam.
O pai ao lado da madrasta, viram uma grande oportunidade de ganhar dinheiro com esse poder da filha.
Alice foi obrigada a flutuar diante de milhares de pessoas que estavam no local justamente para ver o evento.
Após essas levitações Alice ficava enfraquecida por exigir muito do seu corpo; por isso caiu no meio da multidão que ficou apavorada pelo acontecimento e corria em pânico, desorientada.
Juro que esperei alguém gritar “ Queimem a bruxa!", mas ninguém o fez. Talvez essa história seja mais antiga que essa.
Alice morreu pisoteada por essa multidão.
Fiquei na dúvida o por quê Alice tinha esse dom; não foi explicado no livro.
Desculpe por contar o final; mesmo assim leia e tenha sua própria opinião.
É difícil encontrar este livro, tive a sorte de encontra-lo em um sebo; sugiro que o compre pela internet.

Vamos agora para minha próxima leitura que ainda não comecei; "The Fate of Katerine Carr" do autor Thomas H.Cook.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Socorro DR a vista!



Mulheres se segurem antes de discutir relação com qualquer homem!
Nós sabemos que eles odeiam e não importa se você pensa que isso irá melhorar a relação de vocês, só irá piorar.
Ser mulher é uma dádiva de Deus, temos poderes que homem nenhum tem; podemos dar vida a um outro ser humano, pensamos e fazemos 1000 coisas ao mesmo tempo, temos sentidos que nem nós mesmos sabemos que temos, nenhuma gripe nos derruba, resistimos a dor da cólica e parto, etc...
Sim, temos poderes!
O problema é que todas nós é que temos um lado obscuro.
Nossos poderes podem nos enfraquecer se forem mal administrados em uma relação a dois.
A verdade é que somos chatas, temos TPM, alteração de humor, loucas e
infelizmente somos causadoras de DRs.
Não queria admitir, não me orgulho disso.
Não conseguimos ficar quietas quando tem algo que nos incomoda, mas não somos compreendidas como realmente queremos.
O homem também não ajuda com a sua distração e lentidão, afinal somos seres evoluídos, rápidos.
Existem regras básicas que todos homens deveriam seguir: em caso de TPM, devemos ser tratadas como verdadeiras princesas e não como um dragão que solta fogo pelas ventas.
Facilitaria a vida de todos; teria mais segurança, ninguém correria riscos.
Vamos ao ponto desse artigo.
Hoje acordei inspirada para ficar mal humorada, para a minha sorte o Diego também acordou assim.
Assim a carga fica mais equilibrada, não me sinto tão sozinha em “estragar" o dia de alguém.
Estávamos dando um início a uma discussão, ou seja, DR.
Até que eu tive a brilhante idéia de não só falar, afinal é cansativo ficar no blábláblá.
Peguei um papel e lápis, risquei a folha ao meio; um lado para mim e outro para ele.
Bem melhor discutir como os filmes do Charlie Chaplin, mudos.
Colocamos pontos positivos e negativos, o que nos incomoda e o que nos agrada entre a gente, fizemos uma espécie de balança.
Por incrível que pareça, enxergamos o que estava errado, o importante é saber se seu parceiro(a) quer caminhar na mesma direção que você; no nosso caso queremos o mesmo caminho.
Feita a lista, muitas pendências e pouca reciprocidade, falhas e mais falhas.
Foi difícil aceitar o que estava escrito, a gente nunca se coloca no lugar do outro em certas situações.
Constatamos que a impaciência é uma falha dos dois; muito ocupados com as preocupações da vida ao ponto de não fazer mais nada que agrade um ao outro.
A conclusão é que queremos encontrar juntos a harmonia do relacionamento mas, precisamos mudar os erros que antes não enxergávamos.
Antes de começar a discussão, que com certeza durará um dia ou mais, proponha meigamente ( eu sei amiga, é difícil ser meiga em certas situações, aguente firme!) à pessoa que esta ao seu lado, fazer essa lista com você.
Chega de DR's que eu sei que no fim toda mulher se arrepende e se senti mal compreendida.
Homens, em caso de perigo, “quebre o vidro e aperte o alarme de incêndio!" Brincadeira! Compre flores, chocolate, elogie em dobro, enfim nos trate como princesas.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Não Faça Besteira.



Provavelmente você já deve ter ouvido falar a seguinte frase “ninguém esta satisfeito com nada”.
Foi por essa frase que meu marido e eu decidimos morar em outro país.
Como o Diego morou em Londres e eu em Sydney e sabermos como os direitos dos cidadãos são mais respeitados nesses lugares, cada vez mais amadurecíamos essa ideia.
Ao tomar essa decisão, foi uma correria: tira visto daqui, viaja de lá, casamento de quebra etc...
Ou seja, nada fácil e muito confuso.
Tive medo de tanta agitação, não sabia o que estava reservado para nós.
Mesmo com vontade de saber como seria, estava com os dois pés atrás.
Afinal casar e ir morar em um quarto nos primeiros meses, não é nada agradável para pessoas que sonham em ter sua própria casa.
Acho o que mais nos motivou para irmos embora foi a atual situação do Brasil; buscávamos melhor qualidade de vida.
Logo falo para aqueles que pensam em jogar tudo para o alto e tentar a vida fora, "O BURACO E BEM MAIS EMBAIXO DO QUE VOCÊ IMAGINA". Não se aventure tanto!
Entendo as pessoas que são transferidas de emprego para qualquer lugar do mundo; a empresa oferecendo tudo a estória é outra.
Para aquelas pessoas que tentam na sorte, por favor, não façam isso!
Primeiro se você acha o Brasil muito burocrático, multiplique por 10 essa burocracia quando a questão é ser estrangeiro morando em outro país. Vão querer saber  porque você esta ali. Não é simples!
Londres,que é o nosso caso,  está saturada de estrangeiros tentando a vida aqui.
Não se iluda com o seu passaporte europeu, se você o tiver. Isso pode facilitar em algumas situações mas não em todas.
O que você foi fazer no país? Como você acha que vai conquistar uma posição no mercado sem nenhum histórico? Suas procedências? Sua origem? Tem algum tia, avó, parente no país? Quem é você?
Se faça essas perguntas, antes de tomar qualquer decisão.
Com certeza você irá se deparar com pessoas, que mesmo morando no lugar, terão essas dúvidas.
Elas são uma espécie de barreira, ainda mais em entrevista de trabalho.
Em Londres tudo é longe, precisávamos de dinheiro para nos deslorcamos de um lugar para outro.
Necessitávamos de um emprego, mas colocamos na cabeça desde o Brasil que não queríamos trabalhar como cleanner, kitchenpoter, garçons ou algo do gênero.
Este post não se trata de empregos, mas deixo algumas dicas para você não ficar perdido.
Londres tem outras alternativas para você trabalhar, não precisa ser necessariamente nesses cargos.
Como tudo funciona à base do curso, fiz um curso de Lifeguard isso iria nos garantir por algum tempo, enquanto procurávamos empregos em nossa área.
Foi uma carga do caramba esse curso, exigiu bastante esforço físico; em uma semana estava fazendo a prova teórica e prática, ganhando enfim o certificado que autorizava trabalhar em qualquer Leisure Centre, academia que tivesse piscina.
Vai por mim, procure outros meios para que você não fique depressivo trabalhando em áreas que não estão de acordo com o seu perfil, infelizmente em qualquer sociedade a maioria enxergam com outros olhos, dependendo do lugar podem respeitar mais ou menos.
Não que Lifeguard tenha haver comigo, quem eu salvaria com esse meu porte afinal? Rs! Mas achei melhor que outro serviço.
Existem diversos cursos interessantes; a princípio o investimento pode parecer alto mas compensa, sendo contratado, final do mês você terá retorno.
Tem cursos de assistente de professor, instrutor de academia, lifeguard, professor de natação etc...
Fora outros serviços que existem como, promotor de eventos, extra, lojas etc...
Ser extra é interessante, você pode se cadastrar em alguns sites para ser figurante de qualquer filme. A moça que morava na mesma casa que eu me informou, ela participou de filmes como Piratas do Caribe 2.
Entrei no site informado, o MadDog, me cadastrei, preenchi um longo formulário e acrescentei duas fotos minhas.
Depois de muito tempo recebi uma mensagem pelo celular que eles se interessaram pelo meu perfil, mas naquele momento eu não estava mais interessada. Eles chamam quando tiver algum filme, série ou programa acontecendo na cidade.
Para promotor de evento, foi simples, como sou publicitária, pesquisei muitas agências de publicidade onde poderia exercer minha profissão.
Até encontrar o Staffing Team da Love Creative Marketing, me cadastrei, eles chamam para entregar panfletos, participar de eventos, se vestir com alguma fantasia da empresa etc...
Essa empresa sempre me convida, mas, para falar a verdade, nunca participei, estava trabalhando na academia full time e não tinha como me compromoter com essa equipe.
Esses dois últimos serviços são temporários.
O propósito desse post é fazer você abirir os olhos antes de tomar uma decisão, que é de grande porte,  que causará com certeza impacto em sua vida.
Se você não tiver nada a perder, aconselho “SE JOGUE! VAI FUNDO!”, mas isso se você tiver disposição em trabalhar com qualquer outro serviço que não seja a sua profissão; tem um longo caminho a percorrer para conseguir essa tão almejada posição no mercado em outro país, esteja ciente.
Para aqueles que tem uma carreira legal e quer sair porque o país está muito ruim, como a maioria fala, eu digo, “PUTZ! NÃO FAÇA ISSO! ERRADA NA CERTA! CONTINUE APENAS RECLAMANDO DO PAÍS, PERMANECENDO NELE”.
Por fim quem esta sendo transferido do trabalho ou fazendo faculdade, “PARABÉNS! VOCÊ FEZ O CERTO!”.
Então meu amigo, caia na real, se concentre em fazer sua parte no seu país de origem e não mude sua vida assim tão bruscamente, não valerá tanto a pena assim, mas como o Diego fala: - Cada caso é um caso!
Vai que sua estrela brilhe mais!
Nesse caso “BOA SORTE!”.